A produção agrícola está cada vez mais vinculada à irrigação e ao uso da água. Das pequenas às grandes produções, a irrigação ajuda a aumentar o rendimento e acrescenta valor econômico à produção agrícola. Mas a água é um recurso finito e o seu mau uso e a poluição podem levar a um esgotamento rápido deste recurso imprescindível e dotado de grande valor ambiental, econômico e estratégico. A agricultura insere-se neste contexto como a maior usuária, por isso o seu uso racional e eficiente é de fundamental importância para a sobrevivência da própria atividade e para a manutenção da quantidade e qualidade dos recursos hídricos.
Este evento pretende apresentar e discutir os principais temas e problemas relacionados com o uso da água pelo setor do agronegócio, com ênfase na necessidade de otimização, melhoria de eficiência e minimização de impactos sobre a sua qualidade, bem como ações de educação da comunidade para a percepção do problema.

O IV Simpósio Nacional sobre o Uso da Água na Agricultura será realizado na sede principal da Universidade de Passo Fundo, localizada no norte do estado do Rio Grande do Sul, no Planalto Médio gaúcho a 300 km da capital do estado, Porto Alegre, na cidade de Passo Fundo, Capital Nacional da Literatura, considerada um pólo de desenvolvimento socioeconômico, destacando-se como prestadora de serviço, sobretudo nas áreas da saúde e educação, sendo conhecida como Capital do Planalto Médio e um dos principais pólos agropecuários do Estado. Considerado município berço das águas, com nascentes formadoras de quatro bacias hidrográficas (Passo Fundo, Alto Jacuí, Apuaê-inhandava e Taquari-antas).
Objetivos

Promover através das primeira e segunda edição do Simpósio Estadual sobre Usos Múltiplos da Água e da quarta edição do Simpósio Nacional sobre o Uso da Água na Agricultura a continuidade na discussão, formulação de novos conceitos e quebras de paradigmas associados com o uso da água pela sociedade;

Discutir pela primeira vez no Estado os usos múltiplos da água, com especial ênfase no uso da água na agricultura (principal usuário), integrando as questões relativas à Política Estadual de Recursos Hídricos, o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos e a Política Estadual de Irrigação e aos Planos Setoriais do Govêrno;

Apresentar as inovações tecnológicas voltadas ao uso eficiente da água nos setores do abastecimento, indústria, mineração, geração de energia, agricultura e pecuária e nos sistemas de conservação e recuperação de bacias hidrográficas, conservação e manejo do solo que possibilitem a conservação do solo e da água e o seu uso eficiente;

Discutir o papel dos Comitês na Gestão dos Recursos Hídricos junto aos setores usuários e a importância do uso eficiente e racional da água para a preservação ambiental deste recurso escasso.

Colaborar e fomentar uma maior aproximação entre usuários da água, a sociedade e o, comitês de bacias hidrográficas e o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos, objetivando troca de idéias e parcerias estratégicas que busquem não somente o uso eficiente da água, mas que este seja ambientalmente sustentável;

Discutir e apresentar os principais problemas regionais relacionados com o uso dos recursos hídricos e a sua gestão, como forma de mobilização e encaminhamento de diretrizes de ação para a elaboração dos Planos de Bacia Hidrográfica;

Informar e formar os representantes dos principais setores usuários sobre o novo arcabouço legal, institucional e de gestão estratégica dos recursos hídricos no Estado, com o objetivo de mobilizar e aumentar a representação dos mesmos nos Comitês de Gerenciamento de Bacia Hidrográfica;

Destacar a importância da implantação conjunta dos chamados instrumentos de gestão e planejamento (outorga, cobrança, enquadramento e plano de bacia) para a sustentabilidade do uso dos recursos hídricos e a necessidade da participação de todos os setores usuários e da sociedade na sua efetiva implantação no estado;

Apresentar e discutir tecnologias e inovações tecnológicas relacionadas com o tratamento de esgotos sanitários e industriais, recuperação de bacias hidrográficas, uso eficiente da água, reuso e melhoria da qualidade da água, bem como a minimização dos impactos ambientais de todas estas atividades.